quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

sólo cuando es conveniente

faz tempo que tenho nutrido certos sentimentos, em uma crescente tsunami de insatisfação... tenho engolido sapos e aguentado aos trancos e barrancos, sem reclamar ou titumbear na aceitação de situações inaceitáveis...

tenho me fingido de morto para coisas que me incomodam... tenho me refugiado na imagem a zelar e no dever que clama meu nome... tenho sido demais quando na volta recebo o de menos... tenho ignorado até meu sentido matemático, tudo pela busca do prazer de uma missão cumprida...

mas esse foi o limite... a gota que faltava para transbordar qualquer resquício de intimididade ou louvor e transformar a adoração em um sentimento que beira o mais mórbido... é, estou como um limão azedo... e estou tão cheio... é tanto ácido cítrico que meu estômago reclama... com razão...

hoje não... talvez minha raiva sobreponha a razão.... talvez não seja (e não é) o momento certo... não é a hora devida... devo me acalmar para não vomitar lagartos... tem situações que deixam se der insuportáveis para se tornarem inconduzíveis... mas amanhã.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

três marias

olho pra frente e vejo a escuridão... vejo as formas disformes das casas que se erguem... vejo a segurança insegura de se estar abrigado... de se estar protegido... vejo os traços da certeza... aquela que busco nas incertezas que me consomem...

olho pra direita e observo uma estrela... é tudo na imensidão do céu essa noite... tudo que se ergue a minha frente... ela parece tão distante, mas tão próxima... ela me observa... um olhar que julga?... o grande olho que o céu deposita sobre mim?... não... eu a observo... ela pisca, me compreende... parece ser a única nessa noite quente de verão...

amo esse silêncio tão barulhento, onde tudo o que se ouve são os grilos, ao longe, em sua canção de acasalamento... deito minha cabeça no solo duro e me aconchego... nesse receptáculo nada aconchegante...

olho pra esquerda... um avião sobrevoa minha cabeça... em sua magestuosidade quase imperceptível...tão alto... tão distante... tão longe quanto meus pensamentos (então tão perto)... quantos sonhos estão a bordo, nessa viagem sei lá pra onde?...

olho pra trás e vejo as constelações... suas formas tão nítidas... desenhos no céu... construções... deixei tudo isso pra trás pra ficar aqui, olhando pra escuridão?

ah, negritude da noite, tua luz me cega...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

espuma no champagne

falta compreensão... temos esquecido de lavar os copos, acreditando que, mesmo diante de todo esse acumulo de gordura, veremos o cristal brilhando... o problema é dos dois... nenhum lado tem se saído melhor... embora cada qual esteja jogando da sua maneira... julgando da sua forma... sem avaliar as próprias atitudes...

da minha parte, acho que deixei a mágoa sobressair... acho que permiti que palavras inúteis fossem super valorizadas... que ações dispensáveis tomassem o controle... é difícil perdoar... beira o improvável, quando se refere a mim... e você conhece bem esse meu defeito...

há muito tempo, tenho feito mais que amar... sempre me joguei, depositei nisso tudo o que tinha... é, acho que me deixo levar e viver a paixão, sem medo de ser ser infantil... e talvez seja isso mesmo que tenha te afastado, a princípio...

não se vive de passado... mas também não penso que se viva de presente... o presente é para aproveitar, intensamente... mas viver, vive-se do futuro... do que se almeja... do que se quer construir... ou você luta pra construir o presente?! eu luto pelo futuro... contigo? nesse sentido, te enxergo pela metade... você se esconde na penumbra... me responde com meias certezas...

e você entende, melhor do que eu, que não há meias palavras que não sejam inteiras... não há surdez maior que essa, quando não se quer ouvir... essa surdez psicológica, que nos impede de escutar o mundo... de escutar o amor... e te vejo surda para o meu amor... te vejo incerta sobre o que sou, ou sobre o que somos... seria sobre o que seremos?

pra mim há poucas coisas mais fortes que a decepção... seja ela do tipo que for... não quando apostei tudo em alguém... eu tento (e tentei), mas se não dá, faço de tudo pra apagar... e você me fez chegar a isso, sabes bem... mas nem sempre consigo... e mesmo que queira voltar atrás... as marcas permanecem... você já derrubou o copo... os cristais quebrados são difíceis de reparar... parece que você não percebe, mas eu estou tentando... calma...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

velório colorido

é estranho ser desse jeito... mas não menos estranho do que não ser... assim, sabe, condicionado a buscar em ti exatamente aquilo que jamais vais encontrar em mim: decisão... preciso que você se decida... escolha um caminho e siga em frente... que lute pra dar certo... aí, quem sabe, posso participar das conquistas... aí, quem sabe, posso (quero?... queria...) ser a conquista...

sim... pra mim é essencial, pra funcionar, que você esteja certo... não posso ficar a la mercè de um talvez... não quero ficar preso a dúvidas... esperando pra sempre...  se é pra viver de inconstâncias, eu me basto...

a verdade é que sou um pouco dependente, na minha independência... claro que, se você perguntar, posso (e provavelmente vou) desmentir... dizer que não... que sou o que quero e faço o que bem entender... mas teu olhar sempre vai pesar... tua opinião sempre vai contar... pelo menos, se eu te... deixa pra lá... não sou nada pra falar disso?

me sinto tão idiota... meio perdido, desolado... penso coisas absurdas... imagino outras improváveis e atribuo a elas um nível de realidade que me abobalha... então, é claro, me decepciono... acho que sempre fui meio Sra. Lovett, em busca de um Sweeney inalcansável... acabo, de um jeito ou de outro, me questionando: "era pra estar tudo tão preto e branco? esse não era pra ser um velório colorido?!"

sim... este é um velório afinal... é, ao fim dessa noite vai estar tão morto quanto aquela parte do Lorde que ainda vivia... pois não é factível sentir nada mais que um apego distante... afinal só encontro o amor em outros braços... e, sim, o amor existe... pena que não o aproveites...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

violência

é disso que preciso... da tua violência... teus velados votos de que sou o que desejas... teu corpo sobre o meu, meu corpo sobre o teu... o suor que revela um amor guardado... um amor para toda a vida?... ou quiçá um amor que te busca como carniça... mas o gosto do teu beijo revela o desejo incendiado... o incêndio que me incendeia... o leste que me norteia... o oeste... esse me desafia...

é na cama que quero escrever minha sinfonia... é na vida que quero melodramatizar o que sentia... o que sinto e me norteia... as direções que me faltam... esse jogo de azar... quero que me guies diante dessa encruzilhada... quero um norte, quero teu sul, quero tua boca, ser teu caminho azul, por essa estrada tão fútil e inútil que é viver...

peitoral sobre peitoral... e eu me pergunto, tão ignóbil, tão alienado de mim... é algum sinal?... pois nesse abraço apertado... nesse afogamento de desejos... quero que sejas a agua que me apaga e o fogo que me acende... sou teu cigarro... me use, abuse de mim... sou teu vício e sou teu refúgio... sou o que querias ontem? (então por quê?)... sou o que queres hoje?(então por quê?)... isso tudo quando só queria ser teu amanhã?(seria?)

é, estou perdido... não sei qual sentido é real... sei o que sinto, mas não sei o que é fantasia... só sei que é você que eu quero, no fim de tudo... só sei que é você que vejo ao meu lado... sei que é você o meu futuro... mas algo me cega... é você ou sou eu mesmo?... me sinto tão assim (insensível) sobre tudo... não vejo meu futuro... mas a cama me diz tanto... então por que estar tão inseguro?... se você é tudo... eu sou nada?

tem coisa melhor que sexo inesperado?... tem coisa melhor que teu suor molhado? sinto falta... (então por quê?)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

penumbra

eu sou humano... é tão nítido agora... e, como humano, tenho limites... limites que tenho que deixar de testar... antes que seja tarde demais... antes que perca esse pouco de razão que me resta...

gosto muito dessa correria, mas, ao mesmo tempo, ela me cansa... tenho me sentido um zumbi... vagueio, sem vida, pelos diversos ambientes em que me apresento... meio desacordado de toda a realidade... pouco lúcido, perambulo pela penumbra... cerqueio a sombra... o abismo que me tornei...

de que me adianta ser... assim, sem ser ao mesmo tempo... de que me adianta ter sido digno da morte se não aproveito a benécia que é a vida... se me sobrecarrego, tentando desesperadamente evitar a mim mesmo... os meus questionamentos, minhas alucinações?

sou tão cheio de julgamentos... julgo demais para alguém que é condenável... julgo teus vícios, quando os meus estão me corroendo... tenho que jogar tudo fora, reaprender a viver... estou me fazendo mal... me torturando... me culpando... e por algo que é alheio a mim... será que sou eu que estou falhando agora ou minha falha consistiu exatamente em ter julgado mal a princípio?

cada um vive como quer... cada um sente o que quiser... quanto a mim? foda-se... quanto a isso, cansei... melhor jogar algumas coisas no lixo e recomeçar... próximo?...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

insônia pertinente

não é fácil dormir (e os dorminhocos que me perdõem)... eu tento, mas mais me remexo na cama que qualquer coisa... acho que penso demais em coisas desnecessárias... ou talvez tenha acumulado coisas desnecessárias demais que devesse jogar pra longe...

quem me conhece diz que gosto de me atarefar... não é bem assim... acho que é uma fuga, um escape... talvez, se não juntasse tanta tralha pra pensar, perdesse mais tempo ainda com coisas fúteis e... é, acho que o resultado seria pior ainda pra mim...

eu fujo de algumas situações e, ao mesmo tempo, de pensamentos que insistem em voltar... mas aí nessas horas... a noite... quando o mais prudente seria estar fugindo de mim... numa viagem astral feliz e menos hipócrita do que a vida costuma ser...

enquanto isso... deixo de fugir de outras... afinal, o correto e incorreto são pontos de vista... a verdade e a realidade tendem a se confundir, quando estão mais alejadas imposible... vivemos em um mar de indecisões e tentamos disfarçar uma certeza invariavelmente incerta... somos o que tentamos ser... sem ser de verdade...

pensar é o que resta...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

placebo

o que é que te preenche? vivemos tão atucanados com a pouca realidade que conhecemos que, por vezes, esquecemos de viver de verdade (se é que sabemos o que é a verdade)... existe uma tênue linha que nos separa de nós mesmos e é afetada, o tempo todo, pelas situações que nos rodeiam.

deixamos, muitas vezes, de ser quem somos para ser o que desejam que sejamos... é um tempo perdido que não volta... é como uma doença atingindo em cheio nossa vida... como uma marca que não se apaga... como um placebo, uma forma de sobreviver, de... tão só... acreditar que estamos vivos.

às vezes penso sobre isso... sobre como é idiota não ser quem você é de verdade, mas sim o que os outros esperam que você seja, só para não desencaixar de um mundo que, por si, é problemático e cruel... você podia ser a salvação disso tudo!

é... deixamos que esses olhos esbugalhados que, juram, nos observam, interfiram demais em quem somos (ou o que somos)... deixamos que esse bico enorme de tucano, sempre cheio de julgamentos, interfiram no que, lá no fundo, somos de verdade... tememos a ira desse ser invisível... deus? ou seriam as pessoas, e sua imagem incorreta do que este ser de fato é?... e vamos levando... a trancos e barrancos... sem nos dar ao luxo de sermos nós mesmos...

pense em quanta coisa poderia ser feita se não fossemos tão vulneráveis à opinião... quanta coisa boa você já perdeu por causa disso... é pedir pra se sentir idiota... desencaixado, agora sim, de si mesmo...

temos que aprender a sair desse buraco de minhoca... desse corredor negro... já estamos a meio caminho da explosão cósmica do buraco branco... só falta mais uma faísca... mais um suspiro... um pouco mais de você...

coração errante

amar é se castigar... é, involuntariamente, se tornar escravo de si mesmo... de sensações indevidas ou incorretas... já dizia Nietzsche que no amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão... mas eu me pergunto se há, na loucura de amar, alguma razão que não seja insana e irracional...

quando amamos, nos entregamos de uma forma abobalhada... ignoramos o que sabemos... o que chega até nós... atuamos no teatro da vida, tentando nos convencer de que há um pingo de esperança... mesmo quando sabemos que não faz sentido, que não vai ser...

é um jogo de Pôker, onde vence o que souber fingir melhor que não sabe o que está acontecendo... é aceitar que o outro pode (e deve) estar te ludibriando, nessa busca insana por uma vitória que, nem sempre, é a que você almeja... o prazer de vencer... o prazer do sexo pelo sexo... não se comparam ao prazer de amar... amar na vida, amar na cama...

eu me entrego demais... eu me jogo demais... esse é um erro imperdoável... amar, afinal, não é ser segurança, não é ser a última opção... amar é ser amado, ou então dizer adeus... mas ficamos nessa, aceitando que, talvez, um dia, haja uma chance e, enquanto ela não aparece, brincamos de viver, ciscamos os grãos e olhamos, distantes, enquanto o outro aproveita a vida...

mas, eu já devia saber, todo o amante é masoquista, pois, não fosse assim, não saberia amar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

monalisa

sabe... hoje deu pra perceber uma coisa... de que servem asas se você se prende no seu canto escuro, a espera de algo que não vai rolar?... é, ando agindo como um idiota... fico pensando demais, imaginando demais, prevendo demais... isso não faz bem pra mim.

eu queria que fosse... e é dificil aceitar algumas coisas... mas é necessário para se manter em frente... porque é credo em excesso pra um ateu... quando, na verdade, sinto que tenho me refugiado em falsas idéias... em um falso conceito (teu)... e (só) talvez não seja bem assim pra mim... ou (bem provável) só esteja sendo um tolo... porque é mais fácil culpar inocentes que aceitar nossos erros...

chega de dar essa de monalisa pro mundo... chega dessa cara séria e sem sorriso, dessa expressão tão fechada... dessa atitude tão recatada... agora sim estou pronto pro que der e vier... mudei de artista... quero viver no ode, numa eterna nona sinfonia... se for pra ser, vai ser (e espero que seja)... se não for... paciência.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

coruja insegura

esse é um texto sincero... não uma grande obra ou um conto épico... mas um texto de alma... não diria que é um espelho de mim, pois num espelho tudo se vê ao contrário do que realmente é... nem tampouco um retrato, sem vida nenhuma... queria que minhas palavras viajassem para os teus olhos... que as frases invadissem e te abrissem minha penseira... queria te mostrar como me sinto...

sabe quando você tenta se ler e encontra um paradoxo? quando percebe que sua vida se tornou um jogo bobo de palavras que te norteia... não há solução... por mais que você tente, se esforce, não tem jeito, tem algo que não se encaixa... é assim que tenho me sentido...

não que seja difícil de reparar, pois transbordo em minha expressão todos os sentimentos que levo comigo... basta olhar pra mim e saber quem sou hoje... isso é tão idiota, mas faz parte de quem sou e não é tão fácil mudar... aliás, nada é fácil de mudar quando se refere a você...

por exemplo, sempre tive isso de ficar olhando para as pessoas... observando seus movimentos, a direção que tomam... me guardo, introspectivo, até que sinta liberdade suficiente para ser mais um no bando... isso é uma merda... nunca me sinto suficientemente livre em um ambiente lotado... me sufoca... fico com medo de me mover... parece que estão sempre dispostos a rir...

outro grande problema é ser honesto demais... o mundo não é nem um pouco honesto... aqui é cobra matando cobra... o ideal seria conseguir usar as pessoas, alcançar os propósitos e depois joga-las fora, não é assim? essa é a lógica, é a regra, clara e diafana... eu tenho sagacidade para tal, eu consigo se quiser... é fácil de ver quando alguém só quer jogar... mas, é mesmo preciso?... me sinto um batedor em um jogo de quadribol... me defendo das más intenções... rebato os balaços para quem tente contra mim... mas não ataco... eu deveria?

mas o mais triste é que me apaixono... me deixo levar... meus olhos brilham, meu coração palpita, me sinto voando quando penso em ti... e olha que é difícil, posso contar nos dedos de uma mão as vezes em que realmente me apaixonei... e sempre foi tão intenso, embora poucas vezes tenha vivido o amor como gostaria...

o pior é pensar que fico aqui, filosofando sobre cada palavra, cada gesto... acho que sou um impressionado... a gente tenta encontrar tantos significados pras coisas quando gosta de alguém... e a gente encontra... se ilude... e nem sempre é uma ilusão positiva... suspeito que seja tudo viagem da minha mente.

sei o que não quero... não quero ser redundante, nem arrogante... não quero ser a tua segurança, nem tampouco tua insegurança... quero ser, só ser... te estranho quando estou longe, te evito quando estou perto... te chateio o tempo todo...

sim, como sempre, tenho sido um idiota, um tolo apaixonado, mas... e daí? daí que sofro em silêncio e sufoco essas palavras que queria gritar pra você... me sinto tão mal de não poder dizer, mas tão pequeno para perguntar... melhor que tudo fique na minha cabeça, porque eu iria querer respostas que acho que você não ia poder me dar... eu queria respostas, não novos questionamentos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

baile de máscaras

o mundo é uma dança (alguém já disse isso, só queria lembrar quem foi o bastardo)... é como um baile em um grande salão, cheio de faces estranhas... é uma valsa de dissabores com gosto de goma... é um grande teatro mal ensaiado, onde as pessoas pretendem mais do que são... tem que ser assim?

enquanto danço, alucinado, me perco nos passos... timboleio, quase caio... falta de ensaio, talvez? acho que eu é que sou desajeitado... talvez não saiba dançar como deveria... mas percebo que não sou o único... tanta gente se esconde por trás de máscaras... esse não era um baile de máscaras, ou era? como sempre, parece que era o único que não sabia que para viver tem que dançar disfarçado...

tão estranho perceber que não reconheço meus parceiros de valsa... e que horríveis máscaras estão trajando... sei lá, isso não era pra ser o carnaval de veneza... a vida?

o que você esconde? porque, sim, você está escondendo o jogo... me fazendo de bobo... maldito bobo da corte... mas a natureza do teu jogo me enloquece... não tem como explicar, é um sentimento único, uma mistura de dúvidas que me martelam, na mais singela inconstância que me preenche, e de certezas que me parecem tão... sei lá... contingentes...

sim, talvez seja sua máscara que me deixe assim... não consigo decifrar o que se passa aí atrás... isso me dá medo mas, sei lá, ao mesmo tempo o seu jeito, o modo como você me faz sentir congela minha mente... meus sentidos... é estranho, suicida... mágico...

observo ao longe... cuidadoso, enquanto o rei discursa, e todos seguem suas danças entrelaças em busca de um destino... e o relógio badala... meia-noite... aquela garota corre, desesperada, e eu me pergunto o motivo... não por muito tempo... as máscaras começam a cair... vou conhecer a realidade? talvez eu entenda se as máscaras eram realmente necessárias... quero te conhecer de verdade...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

faire parler la vérité

dizem que a depressão é o mal do século... eu diria que é a covardia...

ah, a covardia... coisa de quem não se permite amar, então está sempre buscando o que não tem... de quem tem medo de um futuro, então vive do passado... de quem tem medo de se entregar, emtão vive fugindo... de quem tem medo do silêncio, então se coloca a falar sobre o que não sabe... coisa de quem não se aceita... coisa de quem tem medo do escuro e, sobretudo, coisa de quem não é feliz...

afinal, o que é a falsidade se não a covardia? o acovardamento diante de alguém... o sádico prazer de falar pelas costas, no mais intenso prazer masoquista de pensar que se é menor do que de quem se fala... é como aquela filosofia clássica de banheiro: "lá fora tu é homem, aqui dentro tu te caga"... sim... falta coragem a tanta gente...

não que ela não me abandone as vezes... só que não parto pro pior de mim... seja franco e fale na cara, não se esconda sob uma máscara de açúcar... todo mundo vai te reconhecer... afinal esse é um mundo de gente burra, e gente burra não mede palavras...

talvez tenha chegado a hora de crescer, não acha? uma dica... pare de buscar na queda do outro uma forma de se sentir menos infeliz com a própria vida... porque ela vai continuar infeliz... mas quer saber? não me faz mal, porque olho pra você e vejo tanta covardia...

miele occhi

sim, agora demos pra jogar esse jogo de gangorra... essa estúpida brincadeira de altos e baixos... quando não tem que ser assim, basta encontrar o equilíbrio... basta encontrar o ponto em que olhe nos teus olhos e enxergue tua alma... basta encontrar o ponto em que deixamos que qualquer tolo pensamento desvie nossa mente da certeza...

não é culpa de ninguém e, ao mesmo tempo, é um molho temperado com a ajuda dos dois... uma sublime mistura de mútuas dúvidas que foram sendo esclarecidas com um belo toque de "não vou dizer pra não magoar"... e como isso magoa, viu?

precisávamos disso... é sempre bom provar um pouco da vida sem salsa pra ver que ela faz toda a diferença nesse pastel todo... nessa massa de situações que nos envolve... no modo como abrimos os olhos pela manhã... você deve me entender, afinal, tudo parecia tão morto... de repente tão vivo... (isso assustou-me)... agora tão distante, embora tão próximo...

e fico observando ao longe, enquanto me espias... baita sacanagem... mas tão desnecessária, já que bastava você perguntar... sabe que esse é meu traço mais forte, não saber mentir como deveria... nem ocultar de ti como seria prudente... faz parte do meu amar ser íntegro com o que sinto... faz parte de mim ser o que sou pra quem eu amo... mas essa sacanagem me alegra...

tua pele... tu sabes como me arrepia... e estar contigo é a certeza incerta de estar com o futuro tão presente... de caminhar ao lado da pessoa que desejo... mas, ao mesmo tempo, é procurar a certeza e não encontrá-la nos teus olhos... esses olhos de mel ao sol... e, ao não encontrá-la, sinto que a dúvida é refletida à minha alma... e, na insanidade que me toma, passo a procurar o que já encontrei.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

bipolar

Queria te dizer - ainda que suspeite que já saiba - que não sou assim.... Definitivamente... não me permito sentir assim, desse jeito, tão rápido... nunca permiti... isso me tira o sono... me deixa sem ar (mais sem ar que os dez minutos)... e eu também não entendo...

É que chegou um momento em que percebi que o melhor é ser claro comigo mesmo... mas como esse é um esporte que não pratico muito, fiquei destreinado... é difícil sozinho... estou pensando, intensamente... isso não é amor, sabe... ou será que é? Sei lá... será que amor sempre se resume a um travesseiro rosa e um edredom azul?

Então, não sei o que é... mas é intenso, é verdadeiro... e eu queria que fosse assim, embora não quisesse... ou então queria não querer...!?... Ao mesmo tempo, temo que não seja bem assim que você se sinta... tudo parece tão artificial... é o mesmo medo que me atormenta... te falei dos meus medos... mas você, talvez, e só talvez, seja meu medo... queria um sinal de que não...

Talvez esteja te chateando... Mas sim, sou um tolo romântico. Um chato, diga-se de passagem. Você ainda não tinha percebido? Sou um verme estúpido... sou um idiota... um ufólogo... esperando por qualquer indício de que ainda há vida lá fora... quiçá me observando, me analisando... um sonhador...

O fato é que estou cada vez mais certo disso, da incerteza. Sou a incerteza ambulante... ou ainda uma certeza mutante... Sou como a verdade, tão incompreensível. Aliás, diria que sou como um tomate. Quem sabe, afinal, o que é um tomate?

Só sei que olho pra trás e vejo o que é amar. Olho pra frente e vejo tanta coisa, mas nada maior que as dúvidas. Sei que sou um quebra-cabeças... mas não joga comigo... não seja uma abelha operária... não tente me ferroar...


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

dez minutos

São só dez minutos por dia... e enquanto vejo a fumaça subindo, penso sobre tudo o que temo pensar. Momento insignificante que tanto significa. Maldito rastro imundo que mata enquanto me dá vida.

Decidi matar algo dentro de mim... decisão difícil... como um espaço de tempo tão curto pode causar tanto estrago em minha mente? Será que me deixo levar tão fácil assim? Acho que eu precisava me sentir assim... foi diferente... acendeu o que, há tanto, estava apagado... mas as gotas de chuva que hoje caem parecem ter tanto significado...

O que significa a amizade? Pensei sobre isso enquanto observava, ao longe, duas formigas caminhando juntas... nada? Se diante do cume da morte a outra continuou em sua trajetória, sem nem dar bola... maldita inércia que nos mantém em movimento...

Sinto que, talvez, e só talvez, tudo seja uma ilusão. Uma projeção do que me faltava e encontrei... e não é uma questão de pessoa ou momento, mas sim de dúvidas... questionamentos... Parece tudo tão caótico em Wonderland... estou sendo usado?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

always love

eu não queria ver meu coração tão distante... não obstante, é assim que estou e desatino em dor...
tudo o que sempre quis foi exatamente não querer o que quero. tudo o que sempre fiz foi nesse sentido. mas chega uma hora que cansa... você se sente exausto, cansado demais pra lutar... é como diz uma música que me volta a mente "você está cansado para comer, mas faminto para dormir"...
não quero mais me sentir assim... mas como quero me sentir afinal?
sim, hoje estou triste e percebo que já não sou eu o Eu que quero ser. sou o eu que quero ser pra você...
mas você não tem sido o você que eu quero pra mim... e já foi... como foi... e eu sinto saudades...
você sabe como eu sou... eu preciso de amor... sinto falta de amor... esse estado de pensamento que transcende a decência mais íntima, em busca na indecência mais ínfima... esse sentimento tão lindo que consegue ser feio... isso que sinto que sinto... mas não sinto que sintas...
e tenho que me amar... é difícil, mas prometo que vou...
tentar?!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

leve como seda

Cara. Nunca pensei tanto.

Essa semana é a mais anormalmente desestagnante (se é que essa merda de palavra existe) pela qual passei. Minha mente já deu uma volta de 720º e meu coração já saiu pela boca umas tantas vezes... por motivos tão diversos que me destrõem (embora também me excitem?)...

Não sei... a verdade é que tô confuso. É... sim, é foda, mas tô confuso... E é por isso que, só por hoje, vou deixar todo o formalismo de lado e escrever do jeito que achar que devo.

Sei lá... Nunca escutei tanta música nova... nunca me escutei tanto também... nunca me senti em contato comigo como nesses dias... Putz, isso é novo... é tristeza e alegria misturados, em doses absurdas... um sentimento meio masoquista (até demais pra um ser tão sádico como eu)... que nada...

Tem horas em que chego à conclusão de que é isso mesmo... e foda-se... sempre foi... Mas aí eu lembro que essa certeza é putamente incerta... não quero que se foda nada... porra! Me envolvi demais... de um jeito meio sem volta... embora pareça ser o único a pensar assim...

Mas acho que minha luta é mais intensa... é uma luta entre coração e tesão... ou então um sopro alucinante que  chega, sorrateiro... Mas por que merda você foi trazer de volta? Eu tava tão bem... :S - Sim, porque foi tu que trouxe de volta... :S

Será que é a tua forma de dizer: the game is over? Ou um teste fudido? Parece que rodei né... Ou será ainda uma sádica tentativa de se sentir bem depois de tudo?...

Eu tento, mas não consigo te entender... A merda maior é que me sinto assim, tão pequeno diante de ti... acho que fiz isso... formei um casulo... Aliás, eu faço isso... Tenho que deixar de ser tanso... eu me afasto, falo só o que é conveniente, guardo o que devo falar... com todo mundo... As pessoas precisam ouvir um "vai se fuder" de vez em quando...

Tem tantas palavras presas que não conseguem sair... e qualquer coisa que eu fale também é mal interpretada... Não sei como lidar com isso...

Puta merda... Tu não vê quando é verdade o que digo? Acho que não... será que sou eu quem não passa confiança ou tu que não confia o suficiente em mim? Merda... a confiança é a base de tudo... que porra... o que aconteceu? Eu simplesmente não entendo (e olha que eu tento)... Mas acho que a gente precisa conversar... jogar limpo... Ser grossos um com o outro e desviar a conversa não vai levar a nada... Optar pela conveniência também não... se for pra ser, vai ser... de outro modo.

domingo, 30 de outubro de 2011

parado no portão

Um coração jamais se conhece totalmente até que se tenha provado. E nunca se prova até que tenha amado. E nunca ama até que tenha sentido outro amor que não aquele que o faiscou.
Sim. Essa é a vida.
Sonhos são fragmentos da nossa alma, bem como a alma é apenas um sopro ingênuo do que somos realmente (ou seriamos nós apenas um rascunho dos nossos sonhos?)
Vivo assim... atônito... como uma criança ansiosa por chegar ao objetivo... como um elétron que chega sem saber ter chegado... tão quântico...
Mas... aonde queria mesmo chegar? ... Me sinto assim, parado em um portão, depois de uma longa viagem... esperando por uma alma que o abra... e essa alma seria eu?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

o sétimo selo

Eu me perdi. Em mim mesmo...
Tanto tempo perdido... despedaçado... que já não volta...
Tempo de idolatria a idolos falsos... a quem não merece ser idolatrado..
Sonhos perdidos, sonhos distantes... vida tão passageira quanto um sonho ruim... que volta e perturba... noite após noite...
Me perdi naquele que sou, ou em alguém que simplesmente não sou.
É hora de buscar um pouco daquele ser perdido... daquele que deixou de ser.
É hora de ser egoísta e egocêntrico... Se for pra ser, que seja... se não... foda-se...
Aliás, foda-se tudo...
Tenho aberto mão demais do que importa... e não é de hoje... é de sempre...
Fodam-se todas as bostas mal lavadas que perambulam por aí...
Fodam-se todos esses vampiros sedentos de vida... que sejam espancados e desmembrados nas esquinas da vida...
Não... a isso não chamo de rebeldia... aliás, não é ódio  qualquer um... que não seja eu...
Pelo fraco que tenho sido... pelo fraco que FUI.
Pois esse que não era EU.
Mas agora voltei, do abismo, justo a tempo para a última trombeta.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

gelo seco

tenho que aprender, a dizer mais o que eu acho, e não o que eu quero achar...

sempre fui assim, meio tonto... quero ajudar demais, quero acariciar demais... é o medo de o outro se sentir mal... nem que eu é que tenha que me sentir mal pra isso... é, tento sempre dizer o que vai fazer a outra pessoa se sentir bem... e nesse joguinho acabo por me destruir, destruir quem sou... cometendo suicidio... dizendo adeus à minha identidade...

tenho que aprender, que a vida se constrói pelo que é realidade, e não pelo que eu queria que fosse real... eu preciso me tocar de que tem coisas pras quais não adianta ficar assim... já era... perdeu playboy... quem mandou não ser honesto contigo mesmo? quem mandou jogar esse jogo homicida? isso tem volta...

queria tanto que você entendesse, que não é minha culpa... eu realmente quero ser o que quero ser pra você...
e justo agora que percebi que a realidade sou eu que faço... vejo que ela está além de mim...
queria tanto mudar quem fui... queria tanto que você visse quem sou agora...

lo siento

sei que não tenho sido tudo o que poderia... sei que tenho agido como não deveria... sei que tenho vivido nessa intensa correria... sei que tenho me cegado ao que realmente me valia... sei que tenho sido mediocre, nervoso, egoista... sei que tenho merecido essa expressão tão fria... esse rosto tão intenso, esse olhar que me arrepia...
se desculpas adiantassem... mas quem sou eu para defecar palavras tão vazias, quando o que desejo pedir me transborda? ... nem imagina quem es pra mim... já eu... quem sou, pra você?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

às vezes nunca é sempre

Sempre sonhei. Sonhei até demais, pra falar a verdade.
Sonhos lindos... Que merda...
Os sonhos são como delírios desacordados, afinal... não é?... e eu, como ser delirante que certamente sou, não deveria estranhá-los. Ou sim?
Mas o que são nossos sonhos, afinal? Meus sonhos? Sombras de um Eu aparente? Ou então luzes sobre um Você oculto?
É tão estranho sonhar... Seriam - os sonhos - um traço do amor que cultivo por aqueles lindos olhos de mel? Ou mel o que aqueles olhos cultivam em meu amor? Tão estranho amar... Tão estranho o tal de "amor"... Ele é como um sonho acordado afinal, não é? Ou será o sono da razão (acorde, acorde)?
Mas... realmente amamos? Putz... O que é o amor? (começo a cansar da pergunta)
Amar? O que é amar? (chega)... Parece mais um delírio, uma frase feita... Je t'aime... o que se quer resumir... parece economia de palavras na verdade... parece economia de carinho... por que recorro a vocês, então? Não seria mais fácil - para aqueles olhinhos - de acreditar em mim se eu dissesse tudo o que sinto...
Eu te quero, certamente. Te desejo ao meu lado, a todo instante... Sinto tua falta nas noites frias (e nas noites quentes)... Teu sorriso me incendeia... teu choro me norteia... penso nos próximos trinta anos (que provavelmente não me serão muito gentis) contigo... Isso é louco... Insano... Psicótico... Nunca imaginei que me sentiria assim... só você consegue... só você me faz SONHAR.
Sonho, sim... mas só quero viver a realidade, e aproveitá-la até o último instante com meus lábios sobre os teus... e se isso é amor... EU TE AMO.
Então... por que você não acredita?

domingo, 24 de julho de 2011

mentiras no espelho

let me tell the truth... no more lies
I feel so weird, so unprepared that I cry
I feel like I trace the line
the way, to make the others shine
while I'm here, so sad tonight...
I feel i mount the path
and all I do only make me feel ef
I feel so weird, for gods' sake
Feel I've failed as a biologic man
Feel I've failed as an antologic man
I've failed, I've failed, I've failed...
why?!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

inconsciência

Quem sou eu!? Um dicionário é muito curto para responder essa...
A Bíblia? Muito pouco poética...
Mas sou o que querem que eu seja? ... ou será que quero ser o que querem que seja? Por quê? Estou tão confuso...
Só sei que sou esse que sou... sou um ser estranho, em um mundo caótico e numa sociedade que se auto-destrói (por que todos não se amam? se amem, vamos!). É tudo tão bizarro.
Sim, é bizarro pensar que minha vida parece se resumir a um mar de situações aleatórias das quais não tenho o menor controle e um outro par de decisões que prefiro terceirizar.
Não tenho o direito - se não tenho o dever - de escolher ser quem sou? Ninguém me respeita? Ou será que eu mesmo é que não me respeito?
Foram tantos momentos que já perdi ou desperdicei. Minha mente sempre vagueando... tentando fugir de si mesma - assim como o rabo foge do cão, em desespero. Por que busco tanto o mundo fora de mim? Por que deixo de escutar quem mais me conhece? Talvez porque Eu seja um mistério para mim mesmo?
Por que vejo tudo tão diferente? Por que vejo amor e não dor? Por que acredito no homem e não em deus? Por que quero a vida e não o dinheiro? Por que tenho medo de mim? Será que o mundo é tão louco, ou o fizeram assim?
Tantas perguntas. Respostas, por que vocês não vêm até mim?
Enquanto isso, sigo adiante, e visto-me dos outros.

carpe mortem

aprovechad más los sueños, que son finitos
aprovechad más el tiempo, que te hace falta
aprovechad más los ojos, espejos del alma
aprovechad más la sonrisa, de tu amada
aprovechad más la vida, no la des espalda
aprovechad más todo lo que teneis
pero enmedio a eso, porfa, no olvideis
aprovechad mucho más a ti, todo lo que podeis
o pronto dejarás el mundo y morirás sin ser feliz

quinta-feira, 21 de julho de 2011

cristais de fogo

Há tanto já não viajava pelos teus cabelos... pela tua voz... pelo teu carinho!
Será que me perdi no caminho? Deixei os momentos infelizes – pássaros imundos – comerem as migalhas que conduziam a mim mesmo? Sim? Não?
Concorde (não há como discordar)... andava tudo tão mecânico, automático... quem éramos? Certamente não Orfeu e Eurídice... longe disso...  éramos dois bonecos de pano derrotados pelas traças do tempo... dois bonecos desarmados, com medo do mundo e de nós mesmos.
Quem o tempo pensa que é? Te digo quem ele é: um estúpido...  quais as suas ambições sádicas? Afastar... derrubar... acabar? Oh, não... Mas, oh sim, obrigado tempo... pois graças a ti algo mudou aqui (ali, naquele lugar)... e sabe que mudou?! NADA...
É bem assim... alucino eu ao perceber que nada mudou e que, exatamente por isso, tudo está completamente diferente?... afinal, o problema era eu... por que escondia de mim o que sentia por ti?... ou será escondia de ti o que sentia por mim?... Minha mente me tortura... tuas unhas me incendeiam...
Não podia ter sido diferente?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

corações ao alto

Então é assim?! Que alívio... que fortúnio... sinto uma alegria pulsante e descontente em sua contentação... ah, a alegria não se contenta em estar assim contente... não enquanto não A tiver contente...
Deus, e esse sentimento de culpa que me possui e me usa como bem entende para seus motivos dúbios?! Quisera eu que ela soubesse como me sinto... como realmente me sinto por ela... talvez assim me perdoasse... e tu - culpa maldita - abandona-me, te suplico!
É tão lindo saber que tudo acabou... foi isso... você sabe, aquilo, foi nada mais que isso... momento desimportante... mas como me importa saber isso! Agora é seguir... contigo...
Finalmente a certeza me toma... Meus olhos podem, enfim, seguir menos surdos - meus ouvidos menos cegos - ao que meu coração comanda... VOCÊ...
Tu és meu sol, minha luz, minha fonte de inspiração: MINHA MUSA!
Tão somente seria feliz se o compreendesses - me perdoasse - e seguisse comigo...
Mas por que deveria eu ser feliz se te fiz tanto mal?!

verdade ou consequência

Só uma imagem vem à minha mente agora.
Tão inconstante, tão vulgar... tão estúpida... é como se fosse uma usurpada parte de um Eu que já estava perdida (e que bom estar perdida), em uma queda constante em sua inconstância - uma queda fractal, geômetra, divina - me fazendo recair naquele passado sórdido e imaturo. Mas que imaturidade gostosa.
Putz... o que digo eu agora também?! Talvez já não saiba de nada - meus sentidos não sentem...
Só tua pele me vem à mente. Mas o que foi aquilo?! Tão ardente, tão forte e in... esperado... sim, quanto esperei... E lá estava o mais intimo de mim a berrar em sua felicidade momentânea, lutando com minha razão, que urrava em desespero por deixa-la de lado, junto com tudo mais que mudou em meu coração... Não importa... FOI! E foi muito bom...
Mas o que foi afinal aquilo? Ou seria isso... essa coisa tão ardente que me salta ao peito?
Amor? Não, por favor... não é a ti que amo... não é... agora o sei... sei bem a quem amo, sei como amo, mas tu... não... tu não... esse momento não foi mais que um prostituto, que fez meu corpo escravo de um antigo amor adormecido... Bem vindo... Mas foi... sim, você já se foi...  então se vá...
Ou devo pedir... por favor!?