segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

velório colorido

é estranho ser desse jeito... mas não menos estranho do que não ser... assim, sabe, condicionado a buscar em ti exatamente aquilo que jamais vais encontrar em mim: decisão... preciso que você se decida... escolha um caminho e siga em frente... que lute pra dar certo... aí, quem sabe, posso participar das conquistas... aí, quem sabe, posso (quero?... queria...) ser a conquista...

sim... pra mim é essencial, pra funcionar, que você esteja certo... não posso ficar a la mercè de um talvez... não quero ficar preso a dúvidas... esperando pra sempre...  se é pra viver de inconstâncias, eu me basto...

a verdade é que sou um pouco dependente, na minha independência... claro que, se você perguntar, posso (e provavelmente vou) desmentir... dizer que não... que sou o que quero e faço o que bem entender... mas teu olhar sempre vai pesar... tua opinião sempre vai contar... pelo menos, se eu te... deixa pra lá... não sou nada pra falar disso?

me sinto tão idiota... meio perdido, desolado... penso coisas absurdas... imagino outras improváveis e atribuo a elas um nível de realidade que me abobalha... então, é claro, me decepciono... acho que sempre fui meio Sra. Lovett, em busca de um Sweeney inalcansável... acabo, de um jeito ou de outro, me questionando: "era pra estar tudo tão preto e branco? esse não era pra ser um velório colorido?!"

sim... este é um velório afinal... é, ao fim dessa noite vai estar tão morto quanto aquela parte do Lorde que ainda vivia... pois não é factível sentir nada mais que um apego distante... afinal só encontro o amor em outros braços... e, sim, o amor existe... pena que não o aproveites...