deixamos, muitas vezes, de ser quem somos para ser o que desejam que sejamos... é um tempo perdido que não volta... é como uma doença atingindo em cheio nossa vida... como uma marca que não se apaga... como um placebo, uma forma de sobreviver, de... tão só... acreditar que estamos vivos.
às vezes penso sobre isso... sobre como é idiota não ser quem você é de verdade, mas sim o que os outros esperam que você seja, só para não desencaixar de um mundo que, por si, é problemático e cruel... você podia ser a salvação disso tudo!
é... deixamos que esses olhos esbugalhados que, juram, nos observam, interfiram demais em quem somos (ou o que somos)... deixamos que esse bico enorme de tucano, sempre cheio de julgamentos, interfiram no que, lá no fundo, somos de verdade... tememos a ira desse ser invisível... deus? ou seriam as pessoas, e sua imagem incorreta do que este ser de fato é?... e vamos levando... a trancos e barrancos... sem nos dar ao luxo de sermos nós mesmos...
pense em quanta coisa poderia ser feita se não fossemos tão vulneráveis à opinião... quanta coisa boa você já perdeu por causa disso... é pedir pra se sentir idiota... desencaixado, agora sim, de si mesmo...
temos que aprender a sair desse buraco de minhoca... desse corredor negro... já estamos a meio caminho da explosão cósmica do buraco branco... só falta mais uma faísca... mais um suspiro... um pouco mais de você...