segunda-feira, 21 de novembro de 2011

baile de máscaras

o mundo é uma dança (alguém já disse isso, só queria lembrar quem foi o bastardo)... é como um baile em um grande salão, cheio de faces estranhas... é uma valsa de dissabores com gosto de goma... é um grande teatro mal ensaiado, onde as pessoas pretendem mais do que são... tem que ser assim?

enquanto danço, alucinado, me perco nos passos... timboleio, quase caio... falta de ensaio, talvez? acho que eu é que sou desajeitado... talvez não saiba dançar como deveria... mas percebo que não sou o único... tanta gente se esconde por trás de máscaras... esse não era um baile de máscaras, ou era? como sempre, parece que era o único que não sabia que para viver tem que dançar disfarçado...

tão estranho perceber que não reconheço meus parceiros de valsa... e que horríveis máscaras estão trajando... sei lá, isso não era pra ser o carnaval de veneza... a vida?

o que você esconde? porque, sim, você está escondendo o jogo... me fazendo de bobo... maldito bobo da corte... mas a natureza do teu jogo me enloquece... não tem como explicar, é um sentimento único, uma mistura de dúvidas que me martelam, na mais singela inconstância que me preenche, e de certezas que me parecem tão... sei lá... contingentes...

sim, talvez seja sua máscara que me deixe assim... não consigo decifrar o que se passa aí atrás... isso me dá medo mas, sei lá, ao mesmo tempo o seu jeito, o modo como você me faz sentir congela minha mente... meus sentidos... é estranho, suicida... mágico...

observo ao longe... cuidadoso, enquanto o rei discursa, e todos seguem suas danças entrelaças em busca de um destino... e o relógio badala... meia-noite... aquela garota corre, desesperada, e eu me pergunto o motivo... não por muito tempo... as máscaras começam a cair... vou conhecer a realidade? talvez eu entenda se as máscaras eram realmente necessárias... quero te conhecer de verdade...