terça-feira, 13 de dezembro de 2011

violência

é disso que preciso... da tua violência... teus velados votos de que sou o que desejas... teu corpo sobre o meu, meu corpo sobre o teu... o suor que revela um amor guardado... um amor para toda a vida?... ou quiçá um amor que te busca como carniça... mas o gosto do teu beijo revela o desejo incendiado... o incêndio que me incendeia... o leste que me norteia... o oeste... esse me desafia...

é na cama que quero escrever minha sinfonia... é na vida que quero melodramatizar o que sentia... o que sinto e me norteia... as direções que me faltam... esse jogo de azar... quero que me guies diante dessa encruzilhada... quero um norte, quero teu sul, quero tua boca, ser teu caminho azul, por essa estrada tão fútil e inútil que é viver...

peitoral sobre peitoral... e eu me pergunto, tão ignóbil, tão alienado de mim... é algum sinal?... pois nesse abraço apertado... nesse afogamento de desejos... quero que sejas a agua que me apaga e o fogo que me acende... sou teu cigarro... me use, abuse de mim... sou teu vício e sou teu refúgio... sou o que querias ontem? (então por quê?)... sou o que queres hoje?(então por quê?)... isso tudo quando só queria ser teu amanhã?(seria?)

é, estou perdido... não sei qual sentido é real... sei o que sinto, mas não sei o que é fantasia... só sei que é você que eu quero, no fim de tudo... só sei que é você que vejo ao meu lado... sei que é você o meu futuro... mas algo me cega... é você ou sou eu mesmo?... me sinto tão assim (insensível) sobre tudo... não vejo meu futuro... mas a cama me diz tanto... então por que estar tão inseguro?... se você é tudo... eu sou nada?

tem coisa melhor que sexo inesperado?... tem coisa melhor que teu suor molhado? sinto falta... (então por quê?)