terça-feira, 15 de novembro de 2011

bipolar

Queria te dizer - ainda que suspeite que já saiba - que não sou assim.... Definitivamente... não me permito sentir assim, desse jeito, tão rápido... nunca permiti... isso me tira o sono... me deixa sem ar (mais sem ar que os dez minutos)... e eu também não entendo...

É que chegou um momento em que percebi que o melhor é ser claro comigo mesmo... mas como esse é um esporte que não pratico muito, fiquei destreinado... é difícil sozinho... estou pensando, intensamente... isso não é amor, sabe... ou será que é? Sei lá... será que amor sempre se resume a um travesseiro rosa e um edredom azul?

Então, não sei o que é... mas é intenso, é verdadeiro... e eu queria que fosse assim, embora não quisesse... ou então queria não querer...!?... Ao mesmo tempo, temo que não seja bem assim que você se sinta... tudo parece tão artificial... é o mesmo medo que me atormenta... te falei dos meus medos... mas você, talvez, e só talvez, seja meu medo... queria um sinal de que não...

Talvez esteja te chateando... Mas sim, sou um tolo romântico. Um chato, diga-se de passagem. Você ainda não tinha percebido? Sou um verme estúpido... sou um idiota... um ufólogo... esperando por qualquer indício de que ainda há vida lá fora... quiçá me observando, me analisando... um sonhador...

O fato é que estou cada vez mais certo disso, da incerteza. Sou a incerteza ambulante... ou ainda uma certeza mutante... Sou como a verdade, tão incompreensível. Aliás, diria que sou como um tomate. Quem sabe, afinal, o que é um tomate?

Só sei que olho pra trás e vejo o que é amar. Olho pra frente e vejo tanta coisa, mas nada maior que as dúvidas. Sei que sou um quebra-cabeças... mas não joga comigo... não seja uma abelha operária... não tente me ferroar...