quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

sólo cuando es conveniente

faz tempo que tenho nutrido certos sentimentos, em uma crescente tsunami de insatisfação... tenho engolido sapos e aguentado aos trancos e barrancos, sem reclamar ou titumbear na aceitação de situações inaceitáveis...

tenho me fingido de morto para coisas que me incomodam... tenho me refugiado na imagem a zelar e no dever que clama meu nome... tenho sido demais quando na volta recebo o de menos... tenho ignorado até meu sentido matemático, tudo pela busca do prazer de uma missão cumprida...

mas esse foi o limite... a gota que faltava para transbordar qualquer resquício de intimididade ou louvor e transformar a adoração em um sentimento que beira o mais mórbido... é, estou como um limão azedo... e estou tão cheio... é tanto ácido cítrico que meu estômago reclama... com razão...

hoje não... talvez minha raiva sobreponha a razão.... talvez não seja (e não é) o momento certo... não é a hora devida... devo me acalmar para não vomitar lagartos... tem situações que deixam se der insuportáveis para se tornarem inconduzíveis... mas amanhã.