quando amamos, nos entregamos de uma forma abobalhada... ignoramos o que sabemos... o que chega até nós... atuamos no teatro da vida, tentando nos convencer de que há um pingo de esperança... mesmo quando sabemos que não faz sentido, que não vai ser...
é um jogo de Pôker, onde vence o que souber fingir melhor que não sabe o que está acontecendo... é aceitar que o outro pode (e deve) estar te ludibriando, nessa busca insana por uma vitória que, nem sempre, é a que você almeja... o prazer de vencer... o prazer do sexo pelo sexo... não se comparam ao prazer de amar... amar na vida, amar na cama...
eu me entrego demais... eu me jogo demais... esse é um erro imperdoável... amar, afinal, não é ser segurança, não é ser a última opção... amar é ser amado, ou então dizer adeus... mas ficamos nessa, aceitando que, talvez, um dia, haja uma chance e, enquanto ela não aparece, brincamos de viver, ciscamos os grãos e olhamos, distantes, enquanto o outro aproveita a vida...
mas, eu já devia saber, todo o amante é masoquista, pois, não fosse assim, não saberia amar.