somos crianças inseguras e, nessa estrada cheia de curvas, aprendemos que seremos uma fiel representação do que somos, ainda que tudo mude... ainda que o mundo dê voltas e, numa cambalhota qualquer, o abismo nos corroa, nos derrube e nos leve a um espaço intangível... dentro desse mundinho previsível...
o que conta, de verdade, é o que acumulamos e, bem no fundo, isso significa que temos um pouco mais de nós mesmos a cada instante. é tão difícil assim compreender? não, é que temos medo da metamorfose... temos medo do desconhecido... temos medo de descobrir que não sabemos tudo a nosso respeito.
crer... acreditar... sentir?... embora nos esforcemos, algumas coisas são imutáveis... e isso é bom, no fim das contas, já que, fosse de outro modo, não seria tão inesperado viver na tentativa... desgraçados pela própria natureza humana... afortunados pelo simples fato de que, embora triste, essa sina pode se converter em benécia... basta se aventurar...
eu almejo tanta coisa... mas não posso desejar nada mais que ser... é, acho que só quero ser eu mesmo, sem dor e julgamento. mas, pra falar a verdade... tudo o que pretendo fazer é fugir de mim... porque não é esse quem sou... e que se foda.