faz tempo que tenho nutrido certos sentimentos, em uma crescente tsunami de insatisfação... tenho engolido sapos e aguentado aos trancos e barrancos, sem reclamar ou titumbear na aceitação de situações inaceitáveis...
tenho me fingido de morto para coisas que me incomodam... tenho me refugiado na imagem a zelar e no dever que clama meu nome... tenho sido demais quando na volta recebo o de menos... tenho ignorado até meu sentido matemático, tudo pela busca do prazer de uma missão cumprida...
mas esse foi o limite... a gota que faltava para transbordar qualquer resquício de intimididade ou louvor e transformar a adoração em um sentimento que beira o mais mórbido... é, estou como um limão azedo... e estou tão cheio... é tanto ácido cítrico que meu estômago reclama... com razão...
hoje não... talvez minha raiva sobreponha a razão.... talvez não seja (e não é) o momento certo... não é a hora devida... devo me acalmar para não vomitar lagartos... tem situações que deixam se der insuportáveis para se tornarem inconduzíveis... mas amanhã.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
três marias
olho pra frente e vejo a escuridão... vejo as formas disformes das casas que se erguem... vejo a segurança insegura de se estar abrigado... de se estar protegido... vejo os traços da certeza... aquela que busco nas incertezas que me consomem...
olho pra direita e observo uma estrela... é tudo na imensidão do céu essa noite... tudo que se ergue a minha frente... ela parece tão distante, mas tão próxima... ela me observa... um olhar que julga?... o grande olho que o céu deposita sobre mim?... não... eu a observo... ela pisca, me compreende... parece ser a única nessa noite quente de verão...
amo esse silêncio tão barulhento, onde tudo o que se ouve são os grilos, ao longe, em sua canção de acasalamento... deito minha cabeça no solo duro e me aconchego... nesse receptáculo nada aconchegante...
olho pra esquerda... um avião sobrevoa minha cabeça... em sua magestuosidade quase imperceptível...tão alto... tão distante... tão longe quanto meus pensamentos (então tão perto)... quantos sonhos estão a bordo, nessa viagem sei lá pra onde?...
olho pra trás e vejo as constelações... suas formas tão nítidas... desenhos no céu... construções... deixei tudo isso pra trás pra ficar aqui, olhando pra escuridão?
ah, negritude da noite, tua luz me cega...
olho pra direita e observo uma estrela... é tudo na imensidão do céu essa noite... tudo que se ergue a minha frente... ela parece tão distante, mas tão próxima... ela me observa... um olhar que julga?... o grande olho que o céu deposita sobre mim?... não... eu a observo... ela pisca, me compreende... parece ser a única nessa noite quente de verão...
amo esse silêncio tão barulhento, onde tudo o que se ouve são os grilos, ao longe, em sua canção de acasalamento... deito minha cabeça no solo duro e me aconchego... nesse receptáculo nada aconchegante...
olho pra esquerda... um avião sobrevoa minha cabeça... em sua magestuosidade quase imperceptível...tão alto... tão distante... tão longe quanto meus pensamentos (então tão perto)... quantos sonhos estão a bordo, nessa viagem sei lá pra onde?...
olho pra trás e vejo as constelações... suas formas tão nítidas... desenhos no céu... construções... deixei tudo isso pra trás pra ficar aqui, olhando pra escuridão?
ah, negritude da noite, tua luz me cega...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
espuma no champagne
falta compreensão... temos esquecido de lavar os copos, acreditando que, mesmo diante de todo esse acumulo de gordura, veremos o cristal brilhando... o problema é dos dois... nenhum lado tem se saído melhor... embora cada qual esteja jogando da sua maneira... julgando da sua forma... sem avaliar as próprias atitudes...
da minha parte, acho que deixei a mágoa sobressair... acho que permiti que palavras inúteis fossem super valorizadas... que ações dispensáveis tomassem o controle... é difícil perdoar... beira o improvável, quando se refere a mim... e você conhece bem esse meu defeito...
há muito tempo, tenho feito mais que amar... sempre me joguei, depositei nisso tudo o que tinha... é, acho que me deixo levar e viver a paixão, sem medo de ser ser infantil... e talvez seja isso mesmo que tenha te afastado, a princípio...
não se vive de passado... mas também não penso que se viva de presente... o presente é para aproveitar, intensamente... mas viver, vive-se do futuro... do que se almeja... do que se quer construir... ou você luta pra construir o presente?! eu luto pelo futuro... contigo? nesse sentido, te enxergo pela metade... você se esconde na penumbra... me responde com meias certezas...
e você entende, melhor do que eu, que não há meias palavras que não sejam inteiras... não há surdez maior que essa, quando não se quer ouvir... essa surdez psicológica, que nos impede de escutar o mundo... de escutar o amor... e te vejo surda para o meu amor... te vejo incerta sobre o que sou, ou sobre o que somos... seria sobre o que seremos?
pra mim há poucas coisas mais fortes que a decepção... seja ela do tipo que for... não quando apostei tudo em alguém... eu tento (e tentei), mas se não dá, faço de tudo pra apagar... e você me fez chegar a isso, sabes bem... mas nem sempre consigo... e mesmo que queira voltar atrás... as marcas permanecem... você já derrubou o copo... os cristais quebrados são difíceis de reparar... parece que você não percebe, mas eu estou tentando... calma...
da minha parte, acho que deixei a mágoa sobressair... acho que permiti que palavras inúteis fossem super valorizadas... que ações dispensáveis tomassem o controle... é difícil perdoar... beira o improvável, quando se refere a mim... e você conhece bem esse meu defeito...
há muito tempo, tenho feito mais que amar... sempre me joguei, depositei nisso tudo o que tinha... é, acho que me deixo levar e viver a paixão, sem medo de ser ser infantil... e talvez seja isso mesmo que tenha te afastado, a princípio...
não se vive de passado... mas também não penso que se viva de presente... o presente é para aproveitar, intensamente... mas viver, vive-se do futuro... do que se almeja... do que se quer construir... ou você luta pra construir o presente?! eu luto pelo futuro... contigo? nesse sentido, te enxergo pela metade... você se esconde na penumbra... me responde com meias certezas...
e você entende, melhor do que eu, que não há meias palavras que não sejam inteiras... não há surdez maior que essa, quando não se quer ouvir... essa surdez psicológica, que nos impede de escutar o mundo... de escutar o amor... e te vejo surda para o meu amor... te vejo incerta sobre o que sou, ou sobre o que somos... seria sobre o que seremos?
pra mim há poucas coisas mais fortes que a decepção... seja ela do tipo que for... não quando apostei tudo em alguém... eu tento (e tentei), mas se não dá, faço de tudo pra apagar... e você me fez chegar a isso, sabes bem... mas nem sempre consigo... e mesmo que queira voltar atrás... as marcas permanecem... você já derrubou o copo... os cristais quebrados são difíceis de reparar... parece que você não percebe, mas eu estou tentando... calma...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
velório colorido
é estranho ser desse jeito... mas não menos estranho do que não ser... assim, sabe, condicionado a buscar em ti exatamente aquilo que jamais vais encontrar em mim: decisão... preciso que você se decida... escolha um caminho e siga em frente... que lute pra dar certo... aí, quem sabe, posso participar das conquistas... aí, quem sabe, posso (quero?... queria...) ser a conquista...
sim... pra mim é essencial, pra funcionar, que você esteja certo... não posso ficar a la mercè de um talvez... não quero ficar preso a dúvidas... esperando pra sempre... se é pra viver de inconstâncias, eu me basto...
a verdade é que sou um pouco dependente, na minha independência... claro que, se você perguntar, posso (e provavelmente vou) desmentir... dizer que não... que sou o que quero e faço o que bem entender... mas teu olhar sempre vai pesar... tua opinião sempre vai contar... pelo menos, se eu te... deixa pra lá... não sou nada pra falar disso?
me sinto tão idiota... meio perdido, desolado... penso coisas absurdas... imagino outras improváveis e atribuo a elas um nível de realidade que me abobalha... então, é claro, me decepciono... acho que sempre fui meio Sra. Lovett, em busca de um Sweeney inalcansável... acabo, de um jeito ou de outro, me questionando: "era pra estar tudo tão preto e branco? esse não era pra ser um velório colorido?!"
sim... este é um velório afinal... é, ao fim dessa noite vai estar tão morto quanto aquela parte do Lorde que ainda vivia... pois não é factível sentir nada mais que um apego distante... afinal só encontro o amor em outros braços... e, sim, o amor existe... pena que não o aproveites...
sim... pra mim é essencial, pra funcionar, que você esteja certo... não posso ficar a la mercè de um talvez... não quero ficar preso a dúvidas... esperando pra sempre... se é pra viver de inconstâncias, eu me basto...
a verdade é que sou um pouco dependente, na minha independência... claro que, se você perguntar, posso (e provavelmente vou) desmentir... dizer que não... que sou o que quero e faço o que bem entender... mas teu olhar sempre vai pesar... tua opinião sempre vai contar... pelo menos, se eu te... deixa pra lá... não sou nada pra falar disso?
me sinto tão idiota... meio perdido, desolado... penso coisas absurdas... imagino outras improváveis e atribuo a elas um nível de realidade que me abobalha... então, é claro, me decepciono... acho que sempre fui meio Sra. Lovett, em busca de um Sweeney inalcansável... acabo, de um jeito ou de outro, me questionando: "era pra estar tudo tão preto e branco? esse não era pra ser um velório colorido?!"
sim... este é um velório afinal... é, ao fim dessa noite vai estar tão morto quanto aquela parte do Lorde que ainda vivia... pois não é factível sentir nada mais que um apego distante... afinal só encontro o amor em outros braços... e, sim, o amor existe... pena que não o aproveites...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
violência
é disso que preciso... da tua violência... teus velados votos de que sou o que desejas... teu corpo sobre o meu, meu corpo sobre o teu... o suor que revela um amor guardado... um amor para toda a vida?... ou quiçá um amor que te busca como carniça... mas o gosto do teu beijo revela o desejo incendiado... o incêndio que me incendeia... o leste que me norteia... o oeste... esse me desafia...
é na cama que quero escrever minha sinfonia... é na vida que quero melodramatizar o que sentia... o que sinto e me norteia... as direções que me faltam... esse jogo de azar... quero que me guies diante dessa encruzilhada... quero um norte, quero teu sul, quero tua boca, ser teu caminho azul, por essa estrada tão fútil e inútil que é viver...
peitoral sobre peitoral... e eu me pergunto, tão ignóbil, tão alienado de mim... é algum sinal?... pois nesse abraço apertado... nesse afogamento de desejos... quero que sejas a agua que me apaga e o fogo que me acende... sou teu cigarro... me use, abuse de mim... sou teu vício e sou teu refúgio... sou o que querias ontem? (então por quê?)... sou o que queres hoje?(então por quê?)... isso tudo quando só queria ser teu amanhã?(seria?)
é, estou perdido... não sei qual sentido é real... sei o que sinto, mas não sei o que é fantasia... só sei que é você que eu quero, no fim de tudo... só sei que é você que vejo ao meu lado... sei que é você o meu futuro... mas algo me cega... é você ou sou eu mesmo?... me sinto tão assim (insensível) sobre tudo... não vejo meu futuro... mas a cama me diz tanto... então por que estar tão inseguro?... se você é tudo... eu sou nada?
tem coisa melhor que sexo inesperado?... tem coisa melhor que teu suor molhado? sinto falta... (então por quê?)
é na cama que quero escrever minha sinfonia... é na vida que quero melodramatizar o que sentia... o que sinto e me norteia... as direções que me faltam... esse jogo de azar... quero que me guies diante dessa encruzilhada... quero um norte, quero teu sul, quero tua boca, ser teu caminho azul, por essa estrada tão fútil e inútil que é viver...
peitoral sobre peitoral... e eu me pergunto, tão ignóbil, tão alienado de mim... é algum sinal?... pois nesse abraço apertado... nesse afogamento de desejos... quero que sejas a agua que me apaga e o fogo que me acende... sou teu cigarro... me use, abuse de mim... sou teu vício e sou teu refúgio... sou o que querias ontem? (então por quê?)... sou o que queres hoje?(então por quê?)... isso tudo quando só queria ser teu amanhã?(seria?)
é, estou perdido... não sei qual sentido é real... sei o que sinto, mas não sei o que é fantasia... só sei que é você que eu quero, no fim de tudo... só sei que é você que vejo ao meu lado... sei que é você o meu futuro... mas algo me cega... é você ou sou eu mesmo?... me sinto tão assim (insensível) sobre tudo... não vejo meu futuro... mas a cama me diz tanto... então por que estar tão inseguro?... se você é tudo... eu sou nada?
tem coisa melhor que sexo inesperado?... tem coisa melhor que teu suor molhado? sinto falta... (então por quê?)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
penumbra
eu sou humano... é tão nítido agora... e, como humano, tenho limites... limites que tenho que deixar de testar... antes que seja tarde demais... antes que perca esse pouco de razão que me resta...
gosto muito dessa correria, mas, ao mesmo tempo, ela me cansa... tenho me sentido um zumbi... vagueio, sem vida, pelos diversos ambientes em que me apresento... meio desacordado de toda a realidade... pouco lúcido, perambulo pela penumbra... cerqueio a sombra... o abismo que me tornei...
de que me adianta ser... assim, sem ser ao mesmo tempo... de que me adianta ter sido digno da morte se não aproveito a benécia que é a vida... se me sobrecarrego, tentando desesperadamente evitar a mim mesmo... os meus questionamentos, minhas alucinações?
sou tão cheio de julgamentos... julgo demais para alguém que é condenável... julgo teus vícios, quando os meus estão me corroendo... tenho que jogar tudo fora, reaprender a viver... estou me fazendo mal... me torturando... me culpando... e por algo que é alheio a mim... será que sou eu que estou falhando agora ou minha falha consistiu exatamente em ter julgado mal a princípio?
cada um vive como quer... cada um sente o que quiser... quanto a mim? foda-se... quanto a isso, cansei... melhor jogar algumas coisas no lixo e recomeçar... próximo?...
gosto muito dessa correria, mas, ao mesmo tempo, ela me cansa... tenho me sentido um zumbi... vagueio, sem vida, pelos diversos ambientes em que me apresento... meio desacordado de toda a realidade... pouco lúcido, perambulo pela penumbra... cerqueio a sombra... o abismo que me tornei...
de que me adianta ser... assim, sem ser ao mesmo tempo... de que me adianta ter sido digno da morte se não aproveito a benécia que é a vida... se me sobrecarrego, tentando desesperadamente evitar a mim mesmo... os meus questionamentos, minhas alucinações?
sou tão cheio de julgamentos... julgo demais para alguém que é condenável... julgo teus vícios, quando os meus estão me corroendo... tenho que jogar tudo fora, reaprender a viver... estou me fazendo mal... me torturando... me culpando... e por algo que é alheio a mim... será que sou eu que estou falhando agora ou minha falha consistiu exatamente em ter julgado mal a princípio?
cada um vive como quer... cada um sente o que quiser... quanto a mim? foda-se... quanto a isso, cansei... melhor jogar algumas coisas no lixo e recomeçar... próximo?...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
insônia pertinente
não é fácil dormir (e os dorminhocos que me perdõem)... eu tento, mas mais me remexo na cama que qualquer coisa... acho que penso demais em coisas desnecessárias... ou talvez tenha acumulado coisas desnecessárias demais que devesse jogar pra longe...
quem me conhece diz que gosto de me atarefar... não é bem assim... acho que é uma fuga, um escape... talvez, se não juntasse tanta tralha pra pensar, perdesse mais tempo ainda com coisas fúteis e... é, acho que o resultado seria pior ainda pra mim...
eu fujo de algumas situações e, ao mesmo tempo, de pensamentos que insistem em voltar... mas aí nessas horas... a noite... quando o mais prudente seria estar fugindo de mim... numa viagem astral feliz e menos hipócrita do que a vida costuma ser...
enquanto isso... deixo de fugir de outras... afinal, o correto e incorreto são pontos de vista... a verdade e a realidade tendem a se confundir, quando estão mais alejadas imposible... vivemos em um mar de indecisões e tentamos disfarçar uma certeza invariavelmente incerta... somos o que tentamos ser... sem ser de verdade...
pensar é o que resta...
quem me conhece diz que gosto de me atarefar... não é bem assim... acho que é uma fuga, um escape... talvez, se não juntasse tanta tralha pra pensar, perdesse mais tempo ainda com coisas fúteis e... é, acho que o resultado seria pior ainda pra mim...
eu fujo de algumas situações e, ao mesmo tempo, de pensamentos que insistem em voltar... mas aí nessas horas... a noite... quando o mais prudente seria estar fugindo de mim... numa viagem astral feliz e menos hipócrita do que a vida costuma ser...
enquanto isso... deixo de fugir de outras... afinal, o correto e incorreto são pontos de vista... a verdade e a realidade tendem a se confundir, quando estão mais alejadas imposible... vivemos em um mar de indecisões e tentamos disfarçar uma certeza invariavelmente incerta... somos o que tentamos ser... sem ser de verdade...
pensar é o que resta...
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
placebo
o que é que te preenche? vivemos tão atucanados com a pouca realidade que conhecemos que, por vezes, esquecemos de viver de verdade (se é que sabemos o que é a verdade)... existe uma tênue linha que nos separa de nós mesmos e é afetada, o tempo todo, pelas situações que nos rodeiam.
deixamos, muitas vezes, de ser quem somos para ser o que desejam que sejamos... é um tempo perdido que não volta... é como uma doença atingindo em cheio nossa vida... como uma marca que não se apaga... como um placebo, uma forma de sobreviver, de... tão só... acreditar que estamos vivos.
às vezes penso sobre isso... sobre como é idiota não ser quem você é de verdade, mas sim o que os outros esperam que você seja, só para não desencaixar de um mundo que, por si, é problemático e cruel... você podia ser a salvação disso tudo!
é... deixamos que esses olhos esbugalhados que, juram, nos observam, interfiram demais em quem somos (ou o que somos)... deixamos que esse bico enorme de tucano, sempre cheio de julgamentos, interfiram no que, lá no fundo, somos de verdade... tememos a ira desse ser invisível... deus? ou seriam as pessoas, e sua imagem incorreta do que este ser de fato é?... e vamos levando... a trancos e barrancos... sem nos dar ao luxo de sermos nós mesmos...
pense em quanta coisa poderia ser feita se não fossemos tão vulneráveis à opinião... quanta coisa boa você já perdeu por causa disso... é pedir pra se sentir idiota... desencaixado, agora sim, de si mesmo...
temos que aprender a sair desse buraco de minhoca... desse corredor negro... já estamos a meio caminho da explosão cósmica do buraco branco... só falta mais uma faísca... mais um suspiro... um pouco mais de você...
deixamos, muitas vezes, de ser quem somos para ser o que desejam que sejamos... é um tempo perdido que não volta... é como uma doença atingindo em cheio nossa vida... como uma marca que não se apaga... como um placebo, uma forma de sobreviver, de... tão só... acreditar que estamos vivos.
às vezes penso sobre isso... sobre como é idiota não ser quem você é de verdade, mas sim o que os outros esperam que você seja, só para não desencaixar de um mundo que, por si, é problemático e cruel... você podia ser a salvação disso tudo!
é... deixamos que esses olhos esbugalhados que, juram, nos observam, interfiram demais em quem somos (ou o que somos)... deixamos que esse bico enorme de tucano, sempre cheio de julgamentos, interfiram no que, lá no fundo, somos de verdade... tememos a ira desse ser invisível... deus? ou seriam as pessoas, e sua imagem incorreta do que este ser de fato é?... e vamos levando... a trancos e barrancos... sem nos dar ao luxo de sermos nós mesmos...
pense em quanta coisa poderia ser feita se não fossemos tão vulneráveis à opinião... quanta coisa boa você já perdeu por causa disso... é pedir pra se sentir idiota... desencaixado, agora sim, de si mesmo...
temos que aprender a sair desse buraco de minhoca... desse corredor negro... já estamos a meio caminho da explosão cósmica do buraco branco... só falta mais uma faísca... mais um suspiro... um pouco mais de você...
coração errante
amar é se castigar... é, involuntariamente, se tornar escravo de si mesmo... de sensações indevidas ou incorretas... já dizia Nietzsche que no amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão... mas eu me pergunto se há, na loucura de amar, alguma razão que não seja insana e irracional...
quando amamos, nos entregamos de uma forma abobalhada... ignoramos o que sabemos... o que chega até nós... atuamos no teatro da vida, tentando nos convencer de que há um pingo de esperança... mesmo quando sabemos que não faz sentido, que não vai ser...
é um jogo de Pôker, onde vence o que souber fingir melhor que não sabe o que está acontecendo... é aceitar que o outro pode (e deve) estar te ludibriando, nessa busca insana por uma vitória que, nem sempre, é a que você almeja... o prazer de vencer... o prazer do sexo pelo sexo... não se comparam ao prazer de amar... amar na vida, amar na cama...
eu me entrego demais... eu me jogo demais... esse é um erro imperdoável... amar, afinal, não é ser segurança, não é ser a última opção... amar é ser amado, ou então dizer adeus... mas ficamos nessa, aceitando que, talvez, um dia, haja uma chance e, enquanto ela não aparece, brincamos de viver, ciscamos os grãos e olhamos, distantes, enquanto o outro aproveita a vida...
mas, eu já devia saber, todo o amante é masoquista, pois, não fosse assim, não saberia amar.
quando amamos, nos entregamos de uma forma abobalhada... ignoramos o que sabemos... o que chega até nós... atuamos no teatro da vida, tentando nos convencer de que há um pingo de esperança... mesmo quando sabemos que não faz sentido, que não vai ser...
é um jogo de Pôker, onde vence o que souber fingir melhor que não sabe o que está acontecendo... é aceitar que o outro pode (e deve) estar te ludibriando, nessa busca insana por uma vitória que, nem sempre, é a que você almeja... o prazer de vencer... o prazer do sexo pelo sexo... não se comparam ao prazer de amar... amar na vida, amar na cama...
eu me entrego demais... eu me jogo demais... esse é um erro imperdoável... amar, afinal, não é ser segurança, não é ser a última opção... amar é ser amado, ou então dizer adeus... mas ficamos nessa, aceitando que, talvez, um dia, haja uma chance e, enquanto ela não aparece, brincamos de viver, ciscamos os grãos e olhamos, distantes, enquanto o outro aproveita a vida...
mas, eu já devia saber, todo o amante é masoquista, pois, não fosse assim, não saberia amar.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
monalisa
sabe... hoje deu pra perceber uma coisa... de que servem asas se você se prende no seu canto escuro, a espera de algo que não vai rolar?... é, ando agindo como um idiota... fico pensando demais, imaginando demais, prevendo demais... isso não faz bem pra mim.
eu queria que fosse... e é dificil aceitar algumas coisas... mas é necessário para se manter em frente... porque é credo em excesso pra um ateu... quando, na verdade, sinto que tenho me refugiado em falsas idéias... em um falso conceito (teu)... e (só) talvez não seja bem assim pra mim... ou (bem provável) só esteja sendo um tolo... porque é mais fácil culpar inocentes que aceitar nossos erros...
chega de dar essa de monalisa pro mundo... chega dessa cara séria e sem sorriso, dessa expressão tão fechada... dessa atitude tão recatada... agora sim estou pronto pro que der e vier... mudei de artista... quero viver no ode, numa eterna nona sinfonia... se for pra ser, vai ser (e espero que seja)... se não for... paciência.
eu queria que fosse... e é dificil aceitar algumas coisas... mas é necessário para se manter em frente... porque é credo em excesso pra um ateu... quando, na verdade, sinto que tenho me refugiado em falsas idéias... em um falso conceito (teu)... e (só) talvez não seja bem assim pra mim... ou (bem provável) só esteja sendo um tolo... porque é mais fácil culpar inocentes que aceitar nossos erros...
chega de dar essa de monalisa pro mundo... chega dessa cara séria e sem sorriso, dessa expressão tão fechada... dessa atitude tão recatada... agora sim estou pronto pro que der e vier... mudei de artista... quero viver no ode, numa eterna nona sinfonia... se for pra ser, vai ser (e espero que seja)... se não for... paciência.
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