não tem condições de prosseguir... não quando o avanço se acaricia com retrocesso... é impossível dar voz à imaginação inalcançavel sem ser julgado? você não compreende que as palavras não são um refúgio, mas sim um escape? não entende que uma situação não explica a outra? que não é necessária toda essa atuação quando não estamos em um teatro... é tudo um baile, e me apeguei à tua máscara...
tudo mudou... de um jeito que não dá pano pra manga... assim não vai funcionar. perdemos nossas identidades? eu te olho e não vejo o que via. e você acha bom? o encanto faz parte de tudo, não dá pra entender? eu preciso estar encantado, orgulhoso, enamorado... eu preciso ser eu mesmo de novo sem sentir medo ou receio... eu preciso me sentir contigo e não subordinado ao sentimento de só serei contigo não sendo comigo...
por enquanto, temos levado em frente... da nossa forma desajeitada e despreparada... de forma caótica? mas, mais do que nunca, não sei o que dizer do futuro. me dói... preciso de confiança e complacência... preciso da tua voz no meu ouvido, não na minha mente... preciso olhar pra ti com olhos brilhantes de paixão, não de medo... não demos adeus ao ano velho? não há tempo negativo... o vetor da vida segue em frente, em sentido positivo... hora de fazer o mesmo com tudo o mais, não?
mas não, não tem como prosseguir assim... é por isso que, de hoje em diante, meus delírios têm fim... deixo de lado essa parte que me complementa e busco, desesperadamente, na negação de mim, a esperança da afirmação do nós... espero que funcione... espero que você perceba que, sem AMOR, não estaríamos aqui... espero que você perceba que eu estou tentando... espero que você perceba que a cada facada o boi perde um pouco da sua vida, até se tornar carniça... espero que você perceba... essa é a última tentativa... pois não vou permitir que isso se transforme em ódio...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
hipocrisia
sejamos honestos: não há uma só alma que se salve do purgatório, nessa lixeira que insistimos em chamar de sociedade... somos por bem impuros ou indignos... humanidade deshumana, tal como o emprego dessa palavra para desqualificar alguns dinos e dignificar a grande falha que somos...
não, não... faz tempo que tudo se perdeu... há tempos nos acomodamos em receber "ordens supremas"... uma acomodação nada sadia, que só se quebra por questões totalmente individualistas... o senso de sermos se perdeu, só há lugar para ser... para o que pretendo parecer ser... e somos, de uma forma errada...
é triste ver como hoje se julga o amor, enquanto se qualifica a guerra... se marginaliza o sentimento e se diviniza a dor alheia... se apedreja o inimigo que se declara e se louva o inimigo que se esconde... por trás da batina? do terno italiano? passou do ponto...
tão perverso pensar que os maias estavam errados... queria que estivessem certos... já deu o que tinha pra dar e, ao mesmo tempo, nunca deu nada certo... o mundo sempre foi desse jeito... só que agora todos parecem ter perdido o controle... se é que já houve um tempo de paz... se é que já houve humanidade?
e é assim, as pessoas se movem dizendo que o outro está errado... o povo só se une pelo ódio, não pelo amor... talvez por isso não o compreendam... "lhes dê um inimigo comum e eles estarão juntos", me dizem... e eu tento, tento mesmo, fingir que não é verdade... mas é assim que acontece... foi assim com o negro, depois com a mulher, então com o judeu... e, agora, com o AMOR?! só porque não é o tipo convencional e enlatado que nos empurraram goela abaixo por séculos?... faça-me o favor...
é aí que me pergunto... como ter fé? se essa, que devia nos unir, só faz nos separar? ela nos ensina a inferiorizar, julgar, querer mal... condenar!?... meu, foda-se todo esse preconceito... fodam-se os preconceituosos... isso não vai longe, mas é triste pensa que, quando eles perderem, vai levar muito pouco até que declarem o próximo inimigo... e por quê?!
não, não... faz tempo que tudo se perdeu... há tempos nos acomodamos em receber "ordens supremas"... uma acomodação nada sadia, que só se quebra por questões totalmente individualistas... o senso de sermos se perdeu, só há lugar para ser... para o que pretendo parecer ser... e somos, de uma forma errada...
é triste ver como hoje se julga o amor, enquanto se qualifica a guerra... se marginaliza o sentimento e se diviniza a dor alheia... se apedreja o inimigo que se declara e se louva o inimigo que se esconde... por trás da batina? do terno italiano? passou do ponto...
tão perverso pensar que os maias estavam errados... queria que estivessem certos... já deu o que tinha pra dar e, ao mesmo tempo, nunca deu nada certo... o mundo sempre foi desse jeito... só que agora todos parecem ter perdido o controle... se é que já houve um tempo de paz... se é que já houve humanidade?
e é assim, as pessoas se movem dizendo que o outro está errado... o povo só se une pelo ódio, não pelo amor... talvez por isso não o compreendam... "lhes dê um inimigo comum e eles estarão juntos", me dizem... e eu tento, tento mesmo, fingir que não é verdade... mas é assim que acontece... foi assim com o negro, depois com a mulher, então com o judeu... e, agora, com o AMOR?! só porque não é o tipo convencional e enlatado que nos empurraram goela abaixo por séculos?... faça-me o favor...
é aí que me pergunto... como ter fé? se essa, que devia nos unir, só faz nos separar? ela nos ensina a inferiorizar, julgar, querer mal... condenar!?... meu, foda-se todo esse preconceito... fodam-se os preconceituosos... isso não vai longe, mas é triste pensa que, quando eles perderem, vai levar muito pouco até que declarem o próximo inimigo... e por quê?!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
desacertos
olho pra você e penso que o monstro sou eu... não que sinta isso de verdade, mas sei que é o que você deve pensar de mim, e isso é o que conta, no final de tudo... não queria que fosse assim... penso que, do modo que tudo aconteceu, a mensagem final foi bem diferente da que queria transmitir...
nem eu entendo muito bem o desfecho, pra falar a verdade... pensei que não era possível, plausível, compreensível... nem me foi recomendado... me fez bem, mas sobre tudo mais não sei ainda o que pensar... vai levar um tempo... e isso é o que me dói dizer, porque acho que isso não faz bem a ninguém... nem a você... muito menos a mim...
queria que soubesse que, não dizer, quando perguntas, está longe de não querer... na realidade, está mais próximo de não saber o que dizer... eu queria ter certeza mas, na imensidade desse meu multiverso particular, todas me fogem quando o assunto é esse... é, há tanta diferença entre saber... e ter certeza...
não tenho como afirmar sobre o futuro... as vezes pode ser que você tenha razão... não vou negar que as cicatrizes ainda estão abertas... nem posso negar que ainda penso... você sabe disso... mas mais vale o que queremos, que o que somos... não é assim?
escrever de madrugada... meio estonteado pela luz trêmula da lua... é tão estranho, embora sublime, esse jogo de dirigir palavras... e tenho que me contentar com a incerteza de que serão entregues, me atirando na certeza de que serão vistas por olhos curiosos e nada bem intencionados... é, tenho que ficar aqui, esperando que elas cheguem até onde quero que cheguem... pensando que serão mal interpretadas no meio do caminho... por você? é o jeito.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
faz-de-conta
nada como um dia atrás do outro. nada como uma noite sem estrelas pra perceber que nesse grande palco vivemos, felizes ou infelizes, serenos na escuridão... é engraçado ver que o tempo passa mas, na essência, permanecemos os mesmos...
somos crianças inseguras e, nessa estrada cheia de curvas, aprendemos que seremos uma fiel representação do que somos, ainda que tudo mude... ainda que o mundo dê voltas e, numa cambalhota qualquer, o abismo nos corroa, nos derrube e nos leve a um espaço intangível... dentro desse mundinho previsível...
o que conta, de verdade, é o que acumulamos e, bem no fundo, isso significa que temos um pouco mais de nós mesmos a cada instante. é tão difícil assim compreender? não, é que temos medo da metamorfose... temos medo do desconhecido... temos medo de descobrir que não sabemos tudo a nosso respeito.
crer... acreditar... sentir?... embora nos esforcemos, algumas coisas são imutáveis... e isso é bom, no fim das contas, já que, fosse de outro modo, não seria tão inesperado viver na tentativa... desgraçados pela própria natureza humana... afortunados pelo simples fato de que, embora triste, essa sina pode se converter em benécia... basta se aventurar...
eu almejo tanta coisa... mas não posso desejar nada mais que ser... é, acho que só quero ser eu mesmo, sem dor e julgamento. mas, pra falar a verdade... tudo o que pretendo fazer é fugir de mim... porque não é esse quem sou... e que se foda.
somos crianças inseguras e, nessa estrada cheia de curvas, aprendemos que seremos uma fiel representação do que somos, ainda que tudo mude... ainda que o mundo dê voltas e, numa cambalhota qualquer, o abismo nos corroa, nos derrube e nos leve a um espaço intangível... dentro desse mundinho previsível...
o que conta, de verdade, é o que acumulamos e, bem no fundo, isso significa que temos um pouco mais de nós mesmos a cada instante. é tão difícil assim compreender? não, é que temos medo da metamorfose... temos medo do desconhecido... temos medo de descobrir que não sabemos tudo a nosso respeito.
crer... acreditar... sentir?... embora nos esforcemos, algumas coisas são imutáveis... e isso é bom, no fim das contas, já que, fosse de outro modo, não seria tão inesperado viver na tentativa... desgraçados pela própria natureza humana... afortunados pelo simples fato de que, embora triste, essa sina pode se converter em benécia... basta se aventurar...
eu almejo tanta coisa... mas não posso desejar nada mais que ser... é, acho que só quero ser eu mesmo, sem dor e julgamento. mas, pra falar a verdade... tudo o que pretendo fazer é fugir de mim... porque não é esse quem sou... e que se foda.
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