segunda-feira, 25 de julho de 2011

às vezes nunca é sempre

Sempre sonhei. Sonhei até demais, pra falar a verdade.
Sonhos lindos... Que merda...
Os sonhos são como delírios desacordados, afinal... não é?... e eu, como ser delirante que certamente sou, não deveria estranhá-los. Ou sim?
Mas o que são nossos sonhos, afinal? Meus sonhos? Sombras de um Eu aparente? Ou então luzes sobre um Você oculto?
É tão estranho sonhar... Seriam - os sonhos - um traço do amor que cultivo por aqueles lindos olhos de mel? Ou mel o que aqueles olhos cultivam em meu amor? Tão estranho amar... Tão estranho o tal de "amor"... Ele é como um sonho acordado afinal, não é? Ou será o sono da razão (acorde, acorde)?
Mas... realmente amamos? Putz... O que é o amor? (começo a cansar da pergunta)
Amar? O que é amar? (chega)... Parece mais um delírio, uma frase feita... Je t'aime... o que se quer resumir... parece economia de palavras na verdade... parece economia de carinho... por que recorro a vocês, então? Não seria mais fácil - para aqueles olhinhos - de acreditar em mim se eu dissesse tudo o que sinto...
Eu te quero, certamente. Te desejo ao meu lado, a todo instante... Sinto tua falta nas noites frias (e nas noites quentes)... Teu sorriso me incendeia... teu choro me norteia... penso nos próximos trinta anos (que provavelmente não me serão muito gentis) contigo... Isso é louco... Insano... Psicótico... Nunca imaginei que me sentiria assim... só você consegue... só você me faz SONHAR.
Sonho, sim... mas só quero viver a realidade, e aproveitá-la até o último instante com meus lábios sobre os teus... e se isso é amor... EU TE AMO.
Então... por que você não acredita?

domingo, 24 de julho de 2011

mentiras no espelho

let me tell the truth... no more lies
I feel so weird, so unprepared that I cry
I feel like I trace the line
the way, to make the others shine
while I'm here, so sad tonight...
I feel i mount the path
and all I do only make me feel ef
I feel so weird, for gods' sake
Feel I've failed as a biologic man
Feel I've failed as an antologic man
I've failed, I've failed, I've failed...
why?!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

inconsciência

Quem sou eu!? Um dicionário é muito curto para responder essa...
A Bíblia? Muito pouco poética...
Mas sou o que querem que eu seja? ... ou será que quero ser o que querem que seja? Por quê? Estou tão confuso...
Só sei que sou esse que sou... sou um ser estranho, em um mundo caótico e numa sociedade que se auto-destrói (por que todos não se amam? se amem, vamos!). É tudo tão bizarro.
Sim, é bizarro pensar que minha vida parece se resumir a um mar de situações aleatórias das quais não tenho o menor controle e um outro par de decisões que prefiro terceirizar.
Não tenho o direito - se não tenho o dever - de escolher ser quem sou? Ninguém me respeita? Ou será que eu mesmo é que não me respeito?
Foram tantos momentos que já perdi ou desperdicei. Minha mente sempre vagueando... tentando fugir de si mesma - assim como o rabo foge do cão, em desespero. Por que busco tanto o mundo fora de mim? Por que deixo de escutar quem mais me conhece? Talvez porque Eu seja um mistério para mim mesmo?
Por que vejo tudo tão diferente? Por que vejo amor e não dor? Por que acredito no homem e não em deus? Por que quero a vida e não o dinheiro? Por que tenho medo de mim? Será que o mundo é tão louco, ou o fizeram assim?
Tantas perguntas. Respostas, por que vocês não vêm até mim?
Enquanto isso, sigo adiante, e visto-me dos outros.

carpe mortem

aprovechad más los sueños, que son finitos
aprovechad más el tiempo, que te hace falta
aprovechad más los ojos, espejos del alma
aprovechad más la sonrisa, de tu amada
aprovechad más la vida, no la des espalda
aprovechad más todo lo que teneis
pero enmedio a eso, porfa, no olvideis
aprovechad mucho más a ti, todo lo que podeis
o pronto dejarás el mundo y morirás sin ser feliz

quinta-feira, 21 de julho de 2011

cristais de fogo

Há tanto já não viajava pelos teus cabelos... pela tua voz... pelo teu carinho!
Será que me perdi no caminho? Deixei os momentos infelizes – pássaros imundos – comerem as migalhas que conduziam a mim mesmo? Sim? Não?
Concorde (não há como discordar)... andava tudo tão mecânico, automático... quem éramos? Certamente não Orfeu e Eurídice... longe disso...  éramos dois bonecos de pano derrotados pelas traças do tempo... dois bonecos desarmados, com medo do mundo e de nós mesmos.
Quem o tempo pensa que é? Te digo quem ele é: um estúpido...  quais as suas ambições sádicas? Afastar... derrubar... acabar? Oh, não... Mas, oh sim, obrigado tempo... pois graças a ti algo mudou aqui (ali, naquele lugar)... e sabe que mudou?! NADA...
É bem assim... alucino eu ao perceber que nada mudou e que, exatamente por isso, tudo está completamente diferente?... afinal, o problema era eu... por que escondia de mim o que sentia por ti?... ou será escondia de ti o que sentia por mim?... Minha mente me tortura... tuas unhas me incendeiam...
Não podia ter sido diferente?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

corações ao alto

Então é assim?! Que alívio... que fortúnio... sinto uma alegria pulsante e descontente em sua contentação... ah, a alegria não se contenta em estar assim contente... não enquanto não A tiver contente...
Deus, e esse sentimento de culpa que me possui e me usa como bem entende para seus motivos dúbios?! Quisera eu que ela soubesse como me sinto... como realmente me sinto por ela... talvez assim me perdoasse... e tu - culpa maldita - abandona-me, te suplico!
É tão lindo saber que tudo acabou... foi isso... você sabe, aquilo, foi nada mais que isso... momento desimportante... mas como me importa saber isso! Agora é seguir... contigo...
Finalmente a certeza me toma... Meus olhos podem, enfim, seguir menos surdos - meus ouvidos menos cegos - ao que meu coração comanda... VOCÊ...
Tu és meu sol, minha luz, minha fonte de inspiração: MINHA MUSA!
Tão somente seria feliz se o compreendesses - me perdoasse - e seguisse comigo...
Mas por que deveria eu ser feliz se te fiz tanto mal?!

verdade ou consequência

Só uma imagem vem à minha mente agora.
Tão inconstante, tão vulgar... tão estúpida... é como se fosse uma usurpada parte de um Eu que já estava perdida (e que bom estar perdida), em uma queda constante em sua inconstância - uma queda fractal, geômetra, divina - me fazendo recair naquele passado sórdido e imaturo. Mas que imaturidade gostosa.
Putz... o que digo eu agora também?! Talvez já não saiba de nada - meus sentidos não sentem...
Só tua pele me vem à mente. Mas o que foi aquilo?! Tão ardente, tão forte e in... esperado... sim, quanto esperei... E lá estava o mais intimo de mim a berrar em sua felicidade momentânea, lutando com minha razão, que urrava em desespero por deixa-la de lado, junto com tudo mais que mudou em meu coração... Não importa... FOI! E foi muito bom...
Mas o que foi afinal aquilo? Ou seria isso... essa coisa tão ardente que me salta ao peito?
Amor? Não, por favor... não é a ti que amo... não é... agora o sei... sei bem a quem amo, sei como amo, mas tu... não... tu não... esse momento não foi mais que um prostituto, que fez meu corpo escravo de um antigo amor adormecido... Bem vindo... Mas foi... sim, você já se foi...  então se vá...
Ou devo pedir... por favor!?