teus cabelos esvoaçados, como que pela mais leve brisa, caem desajeitados sobre meu peito... tua bela face se deleita nos meus ombros e, quase que instintivamente, minha boca se aproxima da tua cabeça enquanto meus olhos se cruzam com todo o oceano de mel que fica logo aí, atrás dos teus...
não há momento mais sublime... não há, senão aquele em que nossos corpos se tocam, em que nossa a capella se completa na mais perfeita harmonia... ouço a sinfonia... nesse momento em que somos um e, ao mesmo tempo, somos dois seres completamente dependentes um do outro.
o melhor de mim... o Eu que mais sou... meu mais íntimo e mais intenso... isso ninguém além de ti sentiu... nem mesmo sentirá... meu coração não é um balde ou uma piscina... não se contenta com pouco, nem mesmo com nada.... meu coração é um oceano que bate contra a costa ao teu encontro... você é minha lua e meu coração é teu joguete... será o reflexo desse sentimento que tenho o que observo nos teus olhos peraltas?
eu te amo.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
nas margens do rio amazonas
Sim, sim. Sou Ateu e, assim como sou,
não creio em deuses, tampouco em demônios. Faço o bem pelo bem e não espero
retorno pelo que faço. Tento ao máximo não julgar (ou subjugar) nenhum grupo
social, nem me intrometo nas crenças dos outros. Pregar não é meu papel, mas
expressar minhas indignações, sim. Na realidade, nosso papel é viver nossas
vidas e permitir que, enquanto não vá de encontro à ética universal, todos
vivam como bem entenderem. Mas, como grupo pequeno que somos, acabamos por
nos tornar vítimas do preconceito.
Quanto a toda essa balela de ter de aceitar os
posts “chatos” do amigo quando você aceita a amizade. Deixa eu te contar: existe
um botão mágico, com uma função específica que vai te dar água na boca. Ele se
chama “desfazer amizade” e é bem acessível no perfil do seu amigo. E, adivinha, nas novas redes você é que têm que escolher se quer receber as atualizações da pessoa. Faça bom
proveito (embora comigo já não seja necessário, pois eu também conhecia).
Rámen.
Na realidade, os Ateus enfrentam, hoje, o preconceito da
maioria absoluta da população brasileira. Pesquisas demonstram que o
grupo de ateus é mais odiado que o de ex-presidiários, drogados e homossexuais,
em todos os sentidos. Não é que defenda o ódio a esses grupos, longe de mim, sempre
fui um defensor extremo de todo grupo oprimido, basta olhar minha vasta
participação em conflitos online defendendo quem precisava ser defendido. Mas o fato não é esse... isso tudo é enrolação...
O ponto chave é o seguinte: como se pode perceber, não tolero ver participantes de um grupo oprimido, que sempre usou dos argumentos de liberdade de expressão para impor seus ideais à sociedade (por vezes, de modo que exclui grosseiramente o direito de outros, inclusive religiosos) queira agora dar “lição de moral” a um grupo que apenas inicia sua jornada para “fora do armário”.
O ponto chave é o seguinte: como se pode perceber, não tolero ver participantes de um grupo oprimido, que sempre usou dos argumentos de liberdade de expressão para impor seus ideais à sociedade (por vezes, de modo que exclui grosseiramente o direito de outros, inclusive religiosos) queira agora dar “lição de moral” a um grupo que apenas inicia sua jornada para “fora do armário”.
Li alguns comentários, nos últimos dias, que me colocaram a
pensar: o que faz com que alguns grupos achem que sua causa é, em qualquer
sentido, mais importante que as demais? Que são as únicas vítimas de
preconceito social? Posar de coitadinho diante da sociedade é, realmente, muito
fácil, quando se ganha a companhia da grande asa da mídia para apoiar a ideologia (
mas não se engane queridinho, porque eles não gostam de você de verdade, só
descobriram que seu grupinho é bem lucrativo).
Não reclamo dos comentários, acho lindo o que conseguimos conquistar no que se refere à liberdade de
expressão, principalmente no meio digital. O que é, pois, uma rede social, se não o eco, o
brado pulsante da sociedade? O que é se não o reflexo das idealizações fora
desta? Não se pode excluir ou negar, nesses espaços, as ideias e lutas que
acontecem do lado de fora. Aliás, não só vemos esses reflexos, mas participamos
deles, nas acaloradas discussões sobre as cotas (nesse assunto, vejo tanto
racismo), sobre o governo (nesse, tanta ignorância), sobre as questões do
dia-a-dia (e seus julgamentos) e, recentemente, na honrada luta dos movimentos
LGBT pela aceitação do grupo e na luta contra a homofobia (que gera as mais diversas
reações). Ora pois, diga-me então o porquê dessa iminente necessidade de abafar
as discussões sobre crença ou a falta desta?
Diferente do que alguns dizem, essas questões ideológicas,
longe de terem sido devidamente discutidas, têm sido abafadas por séculos.
Muitos morreram por questionarem e outros ainda sofrem, são presos ou assassinados (basta acompanhar as notícias dos últimos dias) pela simples coragem de
assumirem que têm dúvidas sobre a existência desse “ser imaginário”. Intolerância?
Devemos nos aquietar só porquê ainda não existe um termo bonitinho pra falar
sobre ela, quando se refere a Ateus? Isso não seria egoísmo da sua parte?
Sim, porque deixa eu falar, sabe o que tenho visto? Vejo uns
que julgam o Ateu por não desejar um “Deus seja louvado” nas notas públicas de nosso
país laico, mas condenam outdoors de uma instituição PRIVADA que dizem que “Deus
criou o homem e a mulher, em defesa da família”, sob a mesma prerrogativa. Não
toleram as “tirinhas irônicas” dos Ateus, mas ironizam as figuras sagradas das
mesmas instituições em suas manifestações. Hipocrisia? Torço para que seja mera
ignorância, falta de um pouco de luz intelectual.
É, como já disse, sempre defendi todos os grupos oprimidos
pois, bem como nós, sabem o que é o preconceito e sabem o que é ter de tolerar
a intolerância. Continuarei fazendo isso, mas vou pensar melhor antes de
defender alguns grupos que, diante da atenção social, no lugar de simbolizarem
a vitória sobre a opressão, parecem estar se voltando contra os que ainda não o
alcançaram. Deprimente.
Agora, quanto a redes sociais. Realmente, minha vida é um
livro fechado para elas. Acho que elas devem ser muito mais do que um espaço de
fofocas, elas devem desempenhar um papel social, devem ser agentes nas
mobilizações, nas lutas dos grupos. Não costumo ficar perguntando sobre a vida
de ninguém, tampouco vais me ver falando tão abertamente sobre a minha. Aliás,
não acho nem um pouco elegante ou inteligente ficar expondo o meu dia-a-dia em
um espaço tão público, pois já é fato conhecido que todas essas informações têm
sido comercializadas com seus futuros empregadores. Entendo, contudo, e não julgo o fato de que algumas
pessoas gostarem de usar esses espaços para “tricotar”. Sua vida, contudo, essa sim tem pouco significado para mim.
Assinar:
Comentários (Atom)